apenas um tEXto
ele mora longe, tem uma ex que é uma mala e outras tantas, tatuadas nas histórias que o sofá da sala, sensato, cala.
na calada da noite, penso nele, distante: quem sabe, tendo um tête-à-tête com meus fantasmas.
assim como eu, aqui, so far, face a face com a ansiedade; assombrada pelas visagens do seu passado: vultosas, presentes, perenes e que, volta e meia, volitam meu imaginário (fértil, doentio, patético? maybe... I really don't know).
pode ser bobagem todo esse meu alarde; pode ser alarme falso; pode ser tudo balela: lilians, leilas, gigis, carlas, carlas, carlas, mil vezes carlas...
todas, almas peladas. ex-queletos. ex-pectros.
não tenho medo, ele sabe. na verdade, o que mais me assusta, é o monstro da saudade que sinto, que cresce a olhos vistos; são os bichos que, à distância, alimento, com culpa.
confesso: dou, também, copos d'água, às coitadas que já morreram: há décadas, há meses, à míngua. mortas-vivas, que ele esqueceu de encerrar. e daqui, vou tentar enterrar essa ex-cória.
ele mora longe. e, nem de longe, "mora", que um amor nasceu há pouco: tem fome, chora, quer colo. requer luz ambiente e a voz sussurrante de um homem e uma mulher, que lhe conte uma estória diferente, a cada noite: sem bruxas, cucas, anacondas. sem zumbis, vampiras, múmias. sem ex-finges.
um conto de fadas, de fédon, de fodas. não necessariamente nessa ordem.
Escrito por Val às 13h27
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